
E. M. de Melo e Castro, Tontura, 1962

E. M. de Melo e Castro, Soneto Soma 14x, 1963

E. M. de Melo e Castro, Hipnotismo, 1962

E. M. de Melo e Castro, Espinha dorsal, 1962

E. M. de Melo e Castro, Casa sem sol é triste, 1962
Abilio-José Santos, sem titulo, 1968
Abilio-José Santos, sem titulo, 1968
Abilio-José Santos, sem titulo, 1968
«O termo poesia visiva, muito marcada pela declarações teórico-ideológicas dos poetas participantes, que guardam evidentes laivos vanguardistas, cedeu lugar aos poucos para o mais amplo e indefinido termo poesia visual, que acabou por se firmar em mostras, publicações e antologias em todo o mundo, às vezes se completando com o termo poesia concreta, outras contendo esta.» (Menezes, 1994: 197)
Segundo Philadelpho Menezes, a poesia visual, anteriormente com o nome de poesia visiva, refere-se a qualquer poema feito de palavras e imagens visuais, tais como signos gráficos, fotografias, desenhos e símbolos visuais. A poesia visual propõe a incorporação da imagem visual (fotografia, desenho, etc.) “como elemento poético, como signo equivalente ao verbal, que entra em combinação, se não for formal, ao menos certamente semântica com a palavra e o texto” (Menezes, 1994: 205). A imagem visual desta passa a fazer parte da escrita poética, ganhando assim a mesma função atribuída ao signo verbal.
“A poesia visual resulta da intersecção entre a poesia e a experimentação visual” (Bacelar, 2001: 2) podendo ser vista como o resultado duma sobreposição entre a escrita e o desenho, uma vez que toda a escrita tem origem no desenho (a escrita poderá ser entendida como um desenho de palavras). É possível pensar simplesmente em imagens, tal como se pode pensar simplesmente em palavras. Se a escrita e o desenho são meios de comunicação mental, será no pensamento que a poesia e o traço se encontram.Apesar de ser um movimento surgido já numa fase tardia da modernidade, a poesia visual assenta numa prática antiga - tão antiga como a própria escrita – de procurar veicular os sentidos através de um único texto, seja através da disposição gráfica, da manipulação fonética ou ainda da própria escrita e dos sentidos que esta possa insinuar.
Segundo Jorge Bacelar, a escrita ao libertar-se gradualmente da função inicial de registo, descobre e desenvolve uma dimensão artística, dispersando-se pelas mais diversas formas de representação, ultrapassando o seu estádio utilitário, a escrita tornou-se uma forma de arte que acompanhou e contribuiu para a evolução das sociedades em que surgiu, reflectindo os seus modos de pensar, de comunicar e principalmente a sua capacidade de inventar.
«A poesia visual assenta numa prática experimental. Prática essa que à primeira vista transmite um aspecto efémero, volátil, inconsistente, num interminável jogo de tentativa e erro.» (Bacelar, 2001: 8)
Aguiar, Fernando & G. Rui da Silva, Concreta, experimental, visual: poesia portuguesa, 1959-1989, Lisboa, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1989
Aguiar, Fernando & Silvestre Pestana, Poemografias: Perspectivas da Poesia Visual Portuguesa, Lisboa, Ulmeiro, 1985
Aguiar, Fernando & Maximino, Jorge, Imaginários de Ruptura – Poéticas Exprimentais, Ed. Instituto Piaget (com Jorge Maximino), Lisboa, 2002
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Antologia da Poesia Experimental Portuguesa, Anos 60 – anos 80, org. Carlos Mendes de Sousa e Eunice Ribeiro, Coimbra, Angelus Novus, 2004
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Castro, E. M. de Melo e, Antologia Efémera: 1950-2000, Plátano Editora, 2007
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Hatherly, Ana, O Pavão Negro, Assírio & Alvim, 2003
Hatherly, Ana, Rilkeana, Assírio & Alvim, 1999
Reis, Pedro, Poesia Concreta: uma prática intersemiótica, Porto, Edições Universidade Fernando Pessoa, 1998
A escrita automática é resultado da inspiração do próprio momento, sem qualquer tipo de preparação prévia nem esquema de trabalho previsto. Assume-se com características imediatas, espontâneas e incontroladas. Tanto se pode aplicar a expressão ao tipo de discurso produzido por indivíduos em estado de alucinação ou sob hipnose como para um certo tipo de escrita desconcertada que os Dadaístas e Surrealistas praticaram no inicio do século. Trata-se de um método de produção artística que prioriza o subconsciente sobre o consciente. Esse método foi bastante desenvolvido com as vanguardas artísticas, principalmente através dos Surrealistas, prolongando-se até aos dias de hoje, tendo como percursores não só os artistas das vanguardas, como também os poetas concretos dos meados dos anos 50. Foi André Breton que ajudou na divulgação da escrita automática à qual chamou de “pensamento falado”, entendendo-se este registo como uma tentativa de colocar por escrito os pensamentos não controlados pela lógica ou pela razão. Tinha como objectivo destruir as convenções da escrita tradicional.
Jackson Pollock, acreditava que o automatismo deveria ser regra fundamental de todo o processo criativo e a grande directriz de qualquer composição criativa. Dentro do conceito de “escrita automática” podem-se destacar três formas diferentes de ver este movimento literário, uma defendida pelos Dadaístas (defendiam um procedimentos de criação aleatórios que incorporavam um conjunto de processos caóticos e ao acaso), a defendida pelos Surrealistas (pretendia-se chegar ao inconsciente de cada individuo, daí se tentar libertar o sujeito das convenções e mecanismos a que está habituado) e uma mais espiritual (o escritor era visto como o medium que recebia as mensagens dos espíritos, e as passava inconscientemente para a escrita).
Em Portugal, destaca-se a Antologia organizada por Mário Cesariny de Vasconcelos, “Antologia Surrealista do Cadáver Esquisito”, de 1961. A expressão “cadáver esquisito” diz respeito ao tipo de escrita automática que André Breton e Eluard definiram como um “jogo de papel dobrado que consiste em fazer compor uma frase ou um desenho por várias pessoas, sem que nenhuma delas se possa aperceber da colaboração ou das colaborações precedentes.”
O surrealismo foi o primeiro movimento a tentar formular, teórica e prática, uma estrutura anti-estética, não se limitando como o Dadaísmo, à negação, à revolta ou à recusa. Tentou desde sempre assumir uma postura projectual e conceptual, fundamentada diversas vezes em revistas como a “La Rèvolution Surrèaliste”, a “La Surealisme au service de la Revolution” ou a “VVV”.
André Breton permanece, mesmo depois da sua morte, como o autor mais importante e decisivo, relacionado com o surrealismo, durante quase todo o século XX. Em 1919 escreveu com a colaboração com o poeta Soupault, o primeiro texto surrealista “Les Champs Magnetiques”. A leitura de Freud e Lautréamont foram decisivas, orientando-o para as primeiras experiências do sono hipnótico, experiências essas fundadoras da pesquisa surrealista. A exploração do inconsciente e a conquista de uma nova linguagem criam um novo caminho para a poesia. O sonho e a escrita automática tornam-se os meios de aceder a um surreal liberto da lógica causal. Com influência do poeta simbolista Paul Valéry, deixou-se seduzir pelo Simbolismo que abandona por volta de 1920 envolvendo-se com o Dadaísmo.No “Premier Manifeste du Surrealisme”, publicado em 1924, onde André Breton define pela primeira vez o movimento, a poesia surge como único meio onde o Homem pode combater as forças que o oprimem, tanto sociais, como económicas, filosóficas ou religiosas. André Breton publicou em 1924, o primeiro Manifesto Surrealista, onde se pode ler:
«O homem, esse sonhador definitivo, cada dia mais desgostoso com o seu destino, a custo repara nos objectos de seu uso habitual e que lhe vieram por sua displicência, ou quase sempre por seu esforço, pois ele aceitou trabalhar, ou pelo menos, não lhe repugnou tomar essa decisão [...] Imaginação querida, o que sobretudo amo em ti é não perdoares. Só o que me exalta ainda, é uma única palavra. Liberdade. Eu considero-a apropriada para manter, indefinidamente, o velho fanatismo humano. [...] Todos sabem, com efeito, que os loucos não devem o seu internamento senão a um reduzido número de actos legalmente repreensíveis e que se não houvesse estes actos, a sua liberdade [ou o que se vê da sua liberdade] não poderia ser ameaçada. Que eles sejam, numa certa medida, vítimas da sua imaginação, concordo com isso, no sentido de que ela os impele à inobservância de certas regras, fora das quais o género se sente visado, o que cada um é pago para saber. [...] Não será o medo da loucura, que nos vai obrigar a colocar a meia-haste, a bandeira da Imaginação!», André Breton, “O manifesto do Surrealismo”, 1924.
“Nadja”, obra de André Breton datada de 1928, marca a etapa no movimento surrealista da procura do “acaso objectivo” sob a forma de um percurso psíquico inconsciente é reveladora de uma actividade fantástica do espírito: o insólito da realidade quotidiana apreendido com um novo olhar. Em 1927, André Breton aderiu ao Partido Comunista Francês. A publicação em 1935 de “Position Politique du Surrealisme” marcou a ruptura com os comunistas. Depois da proibição da publicação da sua “Anthologie de l’humour noir” em 1940, deixou a França e partiu para os Estados Unidos, voltando mais tarde a Paris para organizar duas exposições internacionais do Surrealismo, uma em 1947 e outra em 1965.
O surrealismo evolui em duas direcções diferentes a da “Fantasia Pura” e a da “Reconstrução Poética”. Esta distinção irá dar origem ao aparecimento de dois tipos de surrealismo o “Figurativo”, com Marc Chagall, Salvador Dali, René Magritte, destruíam os temas convencionais da pintura mas preservavam um certo figurativismo e o “Abstracto”, com Yves Tanguy e Joan Miró aproximavam-se das pinturas metafísicas. Social e politicamente, pretendeu primeiramente, desempenhar um papel interventivo e empenhado na sociedade da época, tendo abordado alguns temas controversos, como o erotismo, a perversão, o poder e a religião, com objectivo de escandalizar a burguesia.
No campo da pintura, as primeiras exposições realizaram-se entre 1925 e 1928, numa galeria especialmente dedicada a este movimento. Os surrealistas introduzem fragmentos fotográficos, pintam sobre velhos painéis, praticam colagens, usam catálogos de lojas, tudo, mesmo a maior banalidade do quotidiano, como forma de expandir a sua originalidade. Joan Miró usou sinais cuja abstracção se acentuou e se exprimiu por associações de símbolos que nascem do seu imaginário. Salvador Dali define o processo espontâneo de conhecimento irracional baseado na associação interpretativa e crítica dos fenómenos delirantes. Pensa que se devem aplicar à arte os mecanismos que os paranóicos usam nos os seus delírios, como a alusão a desejos reprimidos ou o recurso a resíduos do passado capazes de revelar aspectos desconcertantes.
“Transformar o mundo, mudar a vida, refazer todas as peças do entendimento humano” é em resumo da ideia surrealista que teve a sua maior expansão no final da década de 60. O surrealismo recebeu três características muito determinantes de herança do Dadaísmo, uma herança de massa critica, uma experiência de revolta e de inconformismo e uma revolta poética internacional contra todas as formas de nacionalismo.Almeida, Bernardo Pinto de, Força de Imagem - O Surrealismo na Colecção Berardo, Campo das Letras.
Cesariny, Mário, A intrevenção Surrealista, Assírio & Alvim, 1997.
“Nenhum movimento como o surrealismo propôs tanto, a um só tempo, uma real cidadania para todos e uma real liberdade de cada um consigo […] o surrealismo apenas transformou a realidade para fazer dela a sua cama de amor, seu leito de esperanças provadas na praça pública", (pág. 9, Cesariny, Mário, A Intervenção Surrealista, Assírio & Alvim, 1997).
A primeira década do século XX foi crucial para o que viria a ser o século da liberdade criativa tal como nos é conhecido. Iniciou-se com o cubismo e com toda a desconstrução associada a este movimento artístico. Entre 1907-1908, Picasso pintou o que seria o ex libris da pintura cubista "Les Demoiselles d' Avignon". Em 1909 os três irmãos Duchamp, Jacques Villon, Duchamp-Villon e Marcel Duchamp, aderem ao cubismo. Neste mesmo ano foi escrito o Manifesto Futurista de Marinetti. Nos primeiros anos do século o futurismo andou lado a lado com o cubismo. Em Paris, em 1911, Apollinaire assume a defesa dos cubistas, como a do futurismo e a do "Orfismo" de Delaunary.
Pablo Picasso, Les Demoiselles d' Avignon, 1907
Dentro do Cubismo surgiu um movimento de alguns pintores, que opondo-se à linha evolutiva dessa corrente, estavam mais dispostos a ironizar e a desmistificar todos os valores da cultura, afirmando-se mesmo, a existência de uma arte - a anti-arte. Com o crescimento de pintores que se reviam nesta nova forma artística, cria-se uma nova corrente, o movimento Dadaísta, ou simplesmente Dada, liderada Marcel Duchamp e Max Ernst. Para este novo movimento, o que determinava o valor estético não era o procedimento técnico, mas sim, um acto mental. O Dadaísmo é o movimento que deu origem ao Surrealismo, considerado como o seu precursor.
Max Ernst, Oedipus Rex, 1922
Durante algum tempo, estes dois movimentos coexistem mas o Dadaísmo foi-se, aos poucos, esvaziando, à medida que muitos dos seus seguidores se foram integrando no Surrealismo. Segundo André Breton, estes dois movimentos são “como duas ondas que se ultrapassam uma à outra, pois contêm em si uma enorme capacidade de energia e de excitação”. No Surrealismo é-nos dado a ver e a conhecer um mundo imaginário, surreal, impossível de “ser visto”, mas possível de ser sonhado. Artistas como Salvador Dalí ou René Magritte interpretaram nos seus quadros, o mundo de um modo que muito difere da realidade.
«Não existe realmente algo que se possa chamar de Arte. Existem apenas artistas.[...] Arte com maúsculas não existe», Ernest Gombrich, “A História de Arte”.
A arte serve para percepcionarmos o que deixámos de ver (ou o que nunca vimos) ou, por outro lado, arte é uma forma de transformar o inconsciente no consciente.
«[...] captar a sensação de estranheza que pode dominar-nos quando deparamos com o inesperado e o inteiramente enigmático», Ernest Gombrich, “A História de Arte”, sobre a obra de Giorgio de Chirico “A canção de Amor”.
O Dadaísmo, tal como o Surrealismo, ridicularizava a confiança total na civilização ocidental, predominante nos primeiros anos do século XX e destacava a fragilidade de um mundo que se julgava perfeitamente organizado. O iniciador do movimento Dadaísta foi o escritor Hugo Ball, em 1916, em Zurique, com o objectivo de ultrapassar preconceitos, hierarquias estéticas e artísticas em vigor. A esta corrente aderiram vários escritores e artistas, considerados na época como revolucionários, devido às suas ideias radicais, das quais se destaca um novo conceito de criatividade, totalmente inovador. Para eles o acto de criar devia estar livre de qualquer condicionalismo, quer fossem sociais, morais ou estéticos. Procuravam, acima de tudo, dar ênfase ao poder transformador da arte criando um jornal, a que deram o nome de “Dada” - que significa “sim, sim” em romeno e “cavalo de balanço” em francês. O jornal “Dada” tornou-se o veículo através do qual se divulgavam as ideias e emoções do movimento expandindo entretanto o espírito Dada para Nova Iorque, sobretudo com os franceses Marcel Duchamp, Francis Picabia e com o americano Man Ray. Contudo, estes artistas mantinham ligações com o grupo Dadaísta de Zurique. Na Alemanha este movimento também teve os seus seguidores, com destaque para George Grosz, Richard Huelsenbeck, Johannes Baader e Raoul Hausmann. Mais tarde, passou a ser considerado como um movimento negativista, sendo abandonado aos poucos pelos seus seguidores que se foram ingressando no recém criado Surrealismo, com o seu inesgotável potencial de exploração de novas experiências. Embora o Surrealismo fosse considerado também um movimento revolucionário preocupava-se mais com o espiritual e emocional do que com os aspectos materiais. Perante o anárquico impulso de destruição que imperava nos Dadaístas, o Surrealismo pretendia definir uma prática artística alternativa à tradicional, sob o lema de “um homem novo, uma sociedade nova”.
«O nome foi cunhado em 1924 para expressar o anseio de muitos jovens artistas [...] de criar algo mais real do que a realidade», Ernest Gombrich, “A História de Arte”, sobre o surrealismo de jovens artistas como Modrian, Kandinsky e Klee.
Man Ray, Rayography The Kiss, 1922
O nascimento do Surrealismo não pode dissociar-se das mudanças económicas e sociais, decorrentes sobretudo da 1ª Grande Guerra e da “Revolução de Outubro”, em 1917, na antiga U.R.S.S., nem do agravamento de uma crise de valores que inclui o questionamento do pensamento discursivo e racional. Este movimento pretendeu revolucionar a vida através da arte, aceitando e alimentando as manifestações do inconsciente, da loucura, do “desregramento” dos sentidos, da anulação de fronteiras entre o sonho e a realidade.
Numa tentativa de sistematização dos aspectos mais importantes explorados em muitas das manifestações artísticas, sobretudo na pintura, na literatura e no cinema: actividade experimental na prática do automatismo, através da escrita automática e do sono provocado ou hipnótico, consequente preocupação em explorar o inconsciente, prospecção sistemática dos sonhos, das coincidências, de fenómenos do acaso, a psicanálise, esoterismo e magia.
Este projecto tem como finalidade analisar e reflectir acerca da poesia visual, culminando com uma exposição, onde será reunido um conjunto de peças gráficas, realizadas por mim, com inspiração concretista, que unem a poesia, a imagem e o som.
As peças gráficas/ilustrações serão interpretações de poemas realizados por autores concretos a partir da década de 60, utilizando os novos media para a sua criação.Chamo-me Margarida, Licenciada em Design de Comunicação desde 2006. Em Outubro de 2008 iniciei o Mestrado Comunicação Cultura e Artes, especialização em Estudos de Imagem, na Universidade do Algarve.
Este blog irá servir como um "diário de bordo", no qual irei registar toda a minha pesquisa e desenvolvimento criativo para a projecto artístico / tese de Mestrado, sobre Poesia Visual e Concreta nos Novos Media.